QUAL É A SUA PRÁTICA SUBVERSIVA?

por Diego Cerqueira Rogrigues


Uma das minhas favoritas (por mais estranho que isso possa parecer) é o Yoga!

 

No sistema atual, o conceito de tempo de qualidade virou praticamente sinônimo de produtividade que, invariavelmente, é direcionada a alimentar o próprio Sistema.
Me pergunto: é este o Sistema que eu quero alimentar? Um Sistema que se mostra em velocidade progressiva rumo ao colapso. Um Sistema que não prioriza a vida, mas a utiliza como um simples recurso, esgotando-a aos poucos.

 

Faço o convite à seguinte reflexão: Qual seria o efeito colateral para o indivíduo que conscientemente escolhe desacelerar, permitindo-se vivenciar em seu dia a dia alguns momentos de auto-observação, utilizando-se de técnicas que gradualmente o conduzem a um estado mais aguçado de consciência e lucidez?

 

Talvez ele comece a enxergar a realidade que o cerca com um olhar mais claro e descondicionado. Com isso, talvez comece a nascer uma vontade sincera de não mais compactuar com as injustiças e explorações do sistema. Talvez, além de não compactuar, ele escolha sair da zona de conforto e fazer algo a respeito. Talvez ele tenha que nadar contra a maré e se deparar com críticas e olhares desconfiados. Talvez ele desenvolva uma forma de viver a vida, na qual outras pessoas são naturalmente contagiadas. Talvez ele perceba que não há necessidade desta caminhada ser solitária e espinhosa. Talvez ele encontre plenitude e liberdade, não apenas no final do caminho, mas sim em todo trajeto.

 

O Yoga é apenas um dentre os vários caminhos que podem contribuir para este processo libertário... ( caso você se sinta inclinado a associar o yoga a um certo estado de passividade e dormência, leia o seguinte texto: http://www.cepy.com.br/#!blank/czmzz )

 

Na minha experiência, a prática bem orientada de Yoga (além de todos os benefícios psicofísicos que a maioria das pessoas já conhecem) pode possibilitar um processo que naturalmente conduz a uma vida mais consciente, sustentável e repleta de sentido.

 

No contexto atual, quer subversão maior do que essa?
É tempo de ressignificar o sentido de tempo de qualidade!

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